Pentágono reconhece falta de controle de despesas no Iraque

Os Estados Unidos distribuíram US$ 8,2 bilhões em cinco anos por contratos no Iraque

EFE

23 de maio de 2008 | 03h15

Os Estados Unidos distribuíram US$ 8,2 bilhões em cinco anos por contratos no Iraque sem seguir praticamente nenhuma das normas de despesa, e às vezes sem uma simples justificativa de como usou o dinheiro, reconheceu nesta quinta-feira o Pentágono. O escritório de auditoria interna do Departamento de Defesa denunciou irregularidades generalizadas em um relatório divulgado em uma audiência ao Comitê de Supervisão e Reforma do Governo da Câmara Baixa. Segundo o relatório, não foi encontrada nenhuma explicação para um pagamento de US$ 134,8 milhões a aliados dos Estados Unidos, como Reino Unido, Polônia e Coréia do Sul. Também revela que em uma ocasião o Governo americano entregou US$ 320 milhões em dinheiro iraquiano - que tinha sido congelado no exterior - a um funcionário desse país para despesas de salário. O relatório também indica que o Pentágono pagou US$ 11,1 milhões à empresa americana IAP sem que haja qualquer registro de serviços prestados pela companhia. Outros relatórios no passado constataram a falta de controle dos fundos americanos e iraquianos para a reconstrução do país asiático, mas esta é a primeira vez que o próprio Pentágono reconhece os erros. Dos US$ 8,2 bilhões em despesas revisadas pelos pesquisadores, o Departamento de Defesa "não contabilizou adequadamente US$ 7,8 bilhões", disse Henry Waxman, o presidente do Comitê. "Isto representa uma impressionante taxa de 95% de dinheiro não sujeito a normas de contabilidade básicas", afirmou. A Câmara Baixa aprovou um projeto de lei impulsionado por Waxman para fortalecer os controles e combater a fraude no Iraque. O relatório, intitulado "Controles Internos da Despesa no Iraque, Kuwait e Egito", de 80 página, cobre o período de 2001 a 2006.

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