Pentágono tem plano de ataque pronto há 25 anos

A máquina militar americana está pronta para interferir na Líbia desde 1986 - há 25 anos, em abril, um esquadrão de supersônicos F-111 atacava a casa de Muamar Kadafi e campos de treinamento de terroristas em vários pontos. O presidente dos EUA era Ronald Reagan e a operação, da qual resultou a morte de uma filha adotiva de Kadafi, virou um plano de ataque. No jargão do Pentágono, significa que vem sendo permanentemente atualizado.

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2011 | 00h00

Uma ação armada contra a Líbia teria de ser determinada pela ONU e realizada por uma coalizão. Grã-Bretanha, Alemanha e Itália apoiariam a iniciativa. Já a França e o Canadá preferem esgotar as possibilidades diplomáticas. As potências têm cerca de 120 mil combatentes na região. Só nos dois porta-aviões nucleares mantidos na área há cerca de 150 caças. A ação mais provável seria um ataque aéreo, com armas de precisão, destinado a paralisar a infraestrutura e neutralizar a defesa do país.

O plano esteve a ponto de sair da gaveta em 1988, logo depois do atentado contra o avião da Pan Am que matou 270 pessoas em Lockerbie, na Escócia. Mais tarde, em 1991, foi considerado novamente - Kadafi ameaçava retaliar a invasão do Iraque. E mais uma vez em 2001 - o ditador teria abrigado os terroristas envolvidos nos atentados do 11 de Setembro.

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