Saul Loeb/AFP
Saul Loeb/AFP

Pentágono terá autonomia para vetar tortura

Segundo Trump, secretário da Defesa é quem vai decidir se a técnica voltará a ser utilizada no combate ao terrorismo

O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2017 | 20h35

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que, apesar de defender o uso da tortura nos interrogatórios dos suspeitos de terrorismo, deixará que o secretário de Defesa, o general James Mattis, que se opõe à prática, decida sobre retomá-la ou não.

“Ele disse publicamente que não acredita na tortura e no afogamento simulado. Não estou necessariamente de acordo, mas sua opinião terá prioridade sobre a minha porque darei esse poder a ele” disse Trump em entrevista coletiva conjunta com a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, que visitou a Casa Branca. “Ele é um especialista, um general, e vou me apoiar nele. Vamos ganhar (dos terroristas) com ou sem tortura.”

Trump tinha dito em uma entrevista à emissora ABC que acredita “categoricamente” que as torturas utilizadas durante o governo do ex-presidente George W. Bush funcionam contra o terrorismo.

Na mesma entrevista, Trump afirmou que pessoas no mais alto nível da cúpula de inteligência “garantiram” que a tortura dá resultados. Além disso, o novo presidente dos EUA defendeu a estratégia de combater “fogo com fogo” para lidar com os jihadistas do grupo terrorista Estado Islâmico.

Tanto Mattis, novo secretário de Defesa, quanto Mike Pompeo, novo diretor da CIA, manifestaram, durante suas audiências no Congresso para confirmação nos cargos, sua rejeição ao uso de técnicas de tortura. / EFE

 

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