Pentágono terá unidade militar para guerra online

?Cibercomandos? unificarão operações virtuais de defensa e ataque das Forças Armadas dos EUA

David E. Sanger e Thom Shanker, THE NEW YORK TIMES, WASHINGTON, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

O Pentágono planeja criar um novo comando militar para o ciberespaço, disseram na terça-feira funcionários do governo americano, intensificando os preparativos das Forças Armadas para realizar operações de guerra virtual tanto de natureza ofensiva quanto defensiva. O comando militar complementaria a iniciativa civil anunciada ontem pelo presidente Barack Obama, ampliando a proteção das redes dos EUA.Obama deve assinar nas próximas semanas uma ordem sigilosa que criará o cibercomando, segundo funcionários. O gesto é um reconhecimento do número cada vez maior de armas informatizadas no arsenal americano, que requerem estratégias - defensivas e ofensivas - para o seu emprego.A decisão de criar um cibercomando é uma grande evolução em relação à administração George W. Bush, que autorizou ataques informatizados, mas não decidiu como se preparar para uma nova era de operações digitais.Ainda não se sabe se as ofensivas virtuais serão conduzidas pelo novo comando militar ou pela Agência de Segurança Nacional (ASN) - ou por ambos. A Casa Branca tampouco revelou se Obama é favorável ao emprego de armas cibernéticas.O novo comando se concentraria, pelo menos inicialmente, na organização dos atuais recursos distribuídos entre os quatro serviços armados (Exército, Força Aérea, Marinha e Fuzileiros Navais). Funcionários se recusaram a comentar eventuais operações ofensivas. "Não estamos à vontade para debater ofensivas virtuais, mas consideramos o ciberespaço um domínio passível de combates", disse Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono.Apesar de funcionários do Pentágono terem dito que o novo comando deve, no início, ser subordinado ao Comando Estratégico do Exército, que controla as operações nucleares e as defesas virtuais, é possível que o comando se torne independente no futuro.

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