Brian Snyder/Reuters
Brian Snyder/Reuters

Pentágono veta bandeiras confederadas em bases do Exército

Secretário de Defesa diz que os símbolos nacionais devem rejeitar a ideia de uma 'divisão' do povo americano

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 18h48

O secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, decidiu nesta sexta-feira, 17, proibir a exibição de bandeiras dos confederados nas instalações militares americanas. Em memorando distribuído às Forças Armadas, Esper disse que as “bandeiras que levamos devem estar de acordo com os imperativos militares de boa ordem e disciplina, tratando todo o nosso povo com dignidade e respeito e rejeitando símbolos que preguem a divisão”.

O documento não menciona explicitamente imagens confederadas, mas afirma que a bandeira oficial americana é o “principal (símbolo) que estamos autorizados e incentivados a exibir”.

De acordo com um oficial que pediu anonimato, Esper optou por não explicitar quais bandeiras seriam vetadas “para garantir a política de que o departamento respeitasse a liberdade de expressão”. Esse oficial disse ainda que a Casa Branca estava ciente da nova política, mas não deixou claro se o presidente Donald Trump a apoia.

“Bandeiras são símbolos poderosos, particularmente na comunidade militar para quem elas incorporam missão comum, histórias comuns e o vínculo especial e atemporal dos guerreiros”, escreveu o secretário em seu memorando. 

A decisão de Esper vem em meio a um debate nacional sobre racismo impulsionado pela morte de George Floyd, um homem negro que foi sufocado por um policial branco, em Minneapolis, em 29 de março. A discussão dentro das Forças Armadas, porém, começou quando o comandante do Corpo de Fuzileiros Navais, o general David Berger, anunciou em abril que estava proibindo a exibição pública da bandeira confederada em bases da Marinha. / W. POST

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