Pequenos grupos tentam organizar manifestações em Yangun

Ao menos 15 pessoas morreram, cerca de 200 ficaram feridas e mais de mil foram detidas desde o início da crise

EFE

29 de setembro de 2007 | 06h56

Pequenos grupos de pessoas começaram neste sábado a organizar tentativas de manifestações em Yangun, onde a Junta Militar reforçou a segurança nas ruas com soldados e policiais para evitar incidentes durante a visita do enviado especial da ONU, Ibrahim Gambari. Segundo testemunhas citados por rádios birmanesas, existe uma forte presença militar nos pagodes de Shwedagon e Sule, locais das manifestações dos últimos dias contra a ditadura. Pelo menos 15 pessoas morreram, cerca de 200 ficaram feridas e mais de mil foram detidas, entre elas 800 monges, desde quarta-feira, quando o regime militar começou a reprimir as manifestações. Sule está sob a vigilância de cerca de 500 soldados, que fecharam a rua com arame farpado. Ao lado, em frente à Prefeitura, estão estacionados 12 caminhões militares. Há postos de controle em outras muitas partes da cidade, assim como nas pontes de acesso ao centro da cidade. As forças de segurança tentam evitar que os manifestantes cheguem a Sule ou Shwedagon. O cerco militar continua nos mosteiros, onde os monges budistas, que lideravam as mobilizações desde o dia 17 de setembro, estão confinados desde sexta-feira. O serviço de internet, que na sexta-feira esteve cortado, foi restabelecido. A televisão, controlada pelo Estado, transmite movimentos de tropas. A Junta Militar, que na sexta-feira subjugou as mobilizações com uma rápida atuação, divide neste sábado suas atenções com a visita de Gambari. Ele leva ao país uma mensagem do secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, pedindo moderação e a busca de uma solução dialogada. O diplomata egípcio Gambari, que não entra em Mianmar desde novembro de 2006, por não receber visto, declarou antes de sair de Cingapura que esperava uma "visita muito frutífera".

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