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Pequim acusa EUA de violar leis marítimas internacionais

Pequim acusou ontem um navio da Marinha americana de ter "violado leis internacionais e chinesas no Mar do Sul da China", respondendo à reclamação dos Estados Unidos de que seu navio USNS Impeccable foi cercado e hostilizado por barcos chineses em águas internacionais no domingo. O incidente deve entrar na agenda do premiê chinês, Yang Jiechi, que se reúne hoje em Washington com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. A embaixada americana em Pequim protestou formalmente ao Ministério da Relações Exteriores chinês, alegando que o navio de mapeamento realizava "operações de rotina, segundo a lei internacional", em águas neutras nas proximidades de Ilha de Hainan. Segundo observadores, o governo da China não permite a presença de navios militares estrangeiros em uma área a 300 quilômetros da costa, na chamada "zona econômica exclusiva". Pela lei internacional, o limite define os direitos de extração de recursos naturais. Mas o controle de Pequim sobre as águas da zona vai além de seu uso econômico. "A China considera que a lei internacional permite apenas a passagem de navios militares em sua zona e não tolera nenhuma atividade", afirmou o diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade de Fundan, de Xangai, Shen Dingli.A Ilha de Hainan abriga bases aéreas e navais do Exército chinês, que estão passando por uma modernização. Os EUA tentam descobrir mais detalhes sobre o programa.

AP, PEQUIM, O Estadao de S.Paulo

11 de março de 2009 | 00h00

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