Pequim amplia repressão para impedir levante

O governo chinês aumentou a repressão a críticos do Partido Comunista, ao mesmo tempo em que uma mensagem anônima divulgada na internet convocou protestos semanais em grandes cidades do país, em uma tentativa de promover uma versão local da "Revolução do Jasmim" que varre o mundo árabe.

Claudia Trevisan, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

Cinco ativistas detidos no fim de semana continuam desaparecidos. A família de outro crítico do governo preso no domingo, Chen Wei, foi comunicada de que ele responderá pela suspeita de "incitamento à subversão", segundo a agência Reuters.

O manifesto anônimo convoca manifestações para todos os domingos, às 14 horas, em 13 grandes cidades do país. Os autores conclamam os chineses a protestar contra corrupção, desigualdade, falta de seguridade social, má utilização do dinheiro público, inflação e ausência de supervisão popular sobre o Estado.

Quase todas essas questões encontram eco entre os chineses, que estão insatisfeitos com o aumento de preços, o alto custo dos serviços médicos e a corrupção. Mas não há indício de que exista entre a população a disposição de contestar o regime vista no mundo árabe. Além disso, a censura chinesa bloqueia as ferramentas que permitiram a organização dos manifestantes no Egito: Facebook, Twitter e YouTube.

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