Pequim anuncia prisão de oito suspeitos de distúrbios no Tibete

Governo chinês admite detenção de manifestantes dias depois de grupos denunciarem prisões arbitrárias

Efe,

24 de março de 2008 | 10h21

O Ministério de Segurança Pública da China anunciou nesta segunda-feira, 24, a detenção de oito suspeitos de terem participado dos distúrbios causados em 14 de março na capital do Tibete, Lhasa, nos quais morreram 19 pessoas, segundo uma nota da agência estatal Xinhua. Os presos são acusados de ter causado alguns dos mais de 300 incêndios ocorridos durante o último dia 14 na capital da região autônoma tibetana.   Veja também: Conflito no Tibete rouba a cena na cerimônia da tocha Governo exilado diz que 130 foram mortos no Tibete Entenda os protestos no Tibete   Esta é a primeira vez que o governo chinês reconhece a detenção de participantes dos incidentes, apesar de na semana passada os grupos pró-Tibete já terem denunciado detenções de alguns ativistas.   Três dos detidos, segundo as autoridades de Lhasa, são mulheres de entre 20 e 23 anos que incendiaram a loja Yishion, causando a morte de cinco funcionários. No dia 17, as autoridades chinesas emitiram 21 ordens de detenção de supostos envolvidos nos distúrbios. Ainda não se sabe, no entanto, se os oito detidos hoje fazem parte dessa lista.   Os protestos em Lhasa, que se estenderam a outras províncias chinesas com população tibetana, começaram após as manifestações pacíficas iniciadas pelos monges tibetanos em 10 de março para comemorar o 49.º aniversário da rebelião fracassada liderada pelo dalai-lama contra o governo chinês.   A versão oficial chinesa só reconhece a morte de 19 "civis inocentes", vítimas dos incêndios ds rebeldes, enquanto grupos tibetanos no exílio falam sobre 130 falecidos, muitos deles por disparos da polícia chinesa contra os manifestantes.

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