AFP | 19.11.2015
AFP | 19.11.2015

Pequim confirma execução de refém chinês pelo Estado Islâmico

Na edição da revista online do EI 'Dabiq' de quarta-feira, o grupo terrorista anunciou ter executado um refém norueguês e outro chinês, sequestrados na Síria

O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2015 | 11h24

PERIM - O governo da China confirmou nesta quinta-feira o "cruel assassinato" de Fan Jinghui, um cidadão de nacionalidade chinesa, por parte do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e anunciou que os autores da execução terão de assumir as responsabilidades. Foi o primeiro chinês sequestrado pelo EI que se tem conhecimento. 

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei, fez a afirmação em comunicado divulgado pouco depois da primeira reação oficial de Pequim à notícia, na qual o governo chinês se declarou em "estado de choque" e assinalou que ainda precisava confirmar a informação.

Nas Filipinas para participar da 23ª cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), o presidente da China, Xi Jinping, condenou o assassinato. "O presidente da China, Xi Jinping, condenou energicamente na quinta-feira o Estado Islâmico pela morte do refém chinês", diz um texto postado pela emissora estatal chinesa CCTV no Twitter.

Hong ofereceu suas condolências à família de Fan e garantiu que as autoridades chinesas fizeram "todos os esforços" para resgatá-lo, mas não puderam evitar que ele fosse "cruelmente assassinado". "Sem consideração pela consciência humana nem uma base moral, a organização terrorista realizou esta ação violenta e a sangue frio. O governo chinês condena fortemente essa ação desumana e, sem dúvida, fará com que os autores assumam suas responsabilidades", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

Hong reiterou que o governo em Pequim está disposto a cooperar com a comunidade internacional na luta anti-terrorista para garantir "a paz e a tranquilidade mundial". "O terrorismo é o inimigo comum de toda a humanidade. O governo chinês se opõe a todas as formas de terrorismo e tratará de acabar firmemente com qualquer crime violento e terrorista que desafie as bases da civilização humana", disse o porta-voz.

Na edição da revista online do EI Dabiq de quarta-feira, o grupo terrorista anunciou ter executado um refém norueguês e outro chinês, sequestrados na Síria. O grupo terrorista mostrou nessa publicação as fotografias dos supostos corpos dos reféns e acrescentou que os mesmos foram executados depois de terem sido "abandonados pelas nações e organizações apóstatas".

A edição anterior da revista, distribuída em PDF pela internet, traz duas páginas de anúncios de "venda de prisioneiros", oferecendo um número de contato para quem tivesse interesse em pagar os resgates dos reféns Grimsgaard-Ofstad e Fan Jinghui.

As autoridades norueguesas confirmaram o sequestro no fim de janeiro na Síria e explicaram que o governo não paga resgates porque esta medida poderia aumentar o risco de outros sequestros. O governo norueguês qualificou o assassinato de Grimsgaard-Ofstad de um ato "bárbaro" e "repugnante". / EFE

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