Pequim confirma morte de 10 pessoas em distúrbios no Tibete

Foram registrados saques e incêndios de lojas, shoppings, veículos e até mesmo de uma mesquita

EFE

15 de março de 2008 | 02h19

Pelo menos dez pessoas morreram nos distúrbios desta sexta-feira em Lhasa, os piores das últimas duas décadas no Tibete, informa neste sábado a agência oficial chinesa "Xinhua". "As vítimas são todos civis inocentes que foram queimados até a morte", afirmaram fontes não identificadas do Governo regional, citadas pela agência, que disseram que entre os mortos se encontram dois funcionários de um hotel e dois comerciantes. Segundo um alto funcionário do Escritório de Assuntos Exteriores da Região Autônoma do Tibete, que não foi identificado pela "Xinhua", "nenhuma das vítimas é de nacionalidade estrangeira". A emissora "Radio Free Asia" (Alemanha) informou na sexta-feira a morte de dois manifestantes baleados pela Polícia, e indicou que o número real de vítimas poderia ser maior. No entanto, o presidente do Governo tibetano, Qianba Puncog, que acusou o Dalai Lama de "sabotagem separatista", assegurou à "Xinhua" que a Polícia "não disparou nenhuma arma". As últimas informações fornecidas por Pequim falam que 580 pessoas, entre elas três turistas japoneses, foram evacuadas pela Polícia armada. Foram registrados enfrentamentos entre manifestantes e as forças da ordem na sexta-feira. Segundo Pequim, aconteceram saques e incêndios de lojas, shoppings, veículos e até mesmo de uma mesquita. O gigante asiático afirmou que a "a situação já voltou à normalidade". Os protestos começaram em 10 de março, quando centenas de monges foram às ruas para lembrar pacificamente o aniversário da rebelião de 1959 contra o mandato chinês, que acabou com a ida ao exílio de cerca de 100.000 tibetanos, entre eles o Dalai Lama.

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