Pequim descarta 'internacionalizar' discussão sobre soberania de ilhas

Ministro chinês Yang Jiechi afirma que negociação direta entre os envolvidos é a melhor solução

Efe,

26 de julho de 2010 | 05h54

PEQUIM - O governo de Pequim descartou 'internacionalizar' a discussão sobre disputas territoriais no Mar da China Meridional, que banha vários países do Sudeste Asiático, informa nesta segunda-feira, 26, a imprensa oficial chinesa.

"As práticas internacionais mostram que o melhor modo de resolver esse tipo de disputa é a negociação bilateral direta entre os países envolvidos", assegura Yang Jiechi, ministro de Assuntos Exteriores da China, em comunicado do Ministério. O pedido do governo chinês responde às declarações da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, quem se referiu a esta polêmica na conferência asiática de segurança, realizada na semana passada em Hanói (Vietnã).

No encontro, Hillary pediu a Pequim e aos países do Mar da China Meridional que resolvessem suas disputas territoriais mediante o diálogo, em alusão às ilhas Spratly, reivindicadas por China, Filipinas, Vietnã, Malásia, Taiwan e Brunei.

A chanceler americana se ofereceu para mediar as negociações, junto aos países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e China.

O ministro chinês respondeu que as observações "supostamente justas" de Washington representavam na verdade "um ataque à China".

Pequim reivindica a soberania sobre quase todo o Mar da China Meridional, inclusive as ilhas Spratly e Paracels - praticamente desabitadas, mas presumivelmente ricas em recursos naturais -, uma exigência que não é reconhecida nem pelos outros países da região nem pelas autoridades internacionais.

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