Pequim detecta caso de Ômicron em meio a surto de covid no país

Gigante asiático luta para conter os focos da contagiosa variante da covid-19 a três semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno

Redação - O Estado de S.Paulo

PEQUIM - Um caso de contaminação pela Ômicron foi detectado em Pequim - informaram autoridades da capital chinesa, neste sábado, 15, em um contexto no qual o gigante asiático luta para conter os focos da contagiosa variante da covid-19, a três semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno.

Este anúncio surge horas depois de a cidade de Zhuhai impor restrições de viagem à população. Sete casos da variante Ômicron foram detectados nesta localidade situada no sul da China, fazendo fronteira com Macau. 

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As autoridades desta cidade costeira anunciaram, na sexta-feira à noite, que detectaram uma pessoa com sintomas leves de covid-19, e outras seis assintomáticas, durante uma triagem em massa na população. 

Trabalhadores usam máscaras faciais para se proteger contra o coronavírus na área de triagem para espectadores dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim  Foto: Mark Schiefelbein/AP

Por esse motivo, as linhas de ônibus foram suspensas, e os moradores, orientados a não deixarem a localidade. Essas medidas foram adotadas depois do surgimento de um caso de coronavírus em um município vizinho.

Em Pequim, o caso, de transmissão local, foi detectado no distrito de Haidian, onde se encontram muitas sedes de empresas de tecnologia, informou o funcionário municipal Pang Xinghuo, em entrevista coletiva.

As autoridades estão testando os demais moradores do bloco residencial e dos escritórios do paciente com covid-19. Também restringiram o acesso a 17 lugares relacionados com a pessoa infectada, acrescentou Pang.

A capital chinesa tem tentado se blindar da Ômicron, proibindo seu acesso a pessoas procedentes de áreas com casos registrados, além de exigir a apresentação de testes recentes anticovid. Pede-se ainda que a população não deixe a cidade durante o próximo feriado pela Festa da Primavera (Hemisfério Norte).

A três semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, que acontecem de 4 a 20 de fevereiro, a China se encontra em alerta, devido a uma série de focos de coronavírus - alguns deles ligados à Ômicron. 

Milhões de moradores de várias cidades foram confinados em suas casas, vários voos domésticos foram cancelados, e algumas fábricas fecharam. 

As autoridades de Zhuhai pediram aos seus 2,4 milhões de habitantes que não deixem a cidade, "a menos que seja necessário". Aqueles que precisarem se deslocar, deverão apresentar um teste negativo para covid-19 feito nas últimas 24 horas. 

Também foi decretada a suspensão das linhas de ônibus em alguns pontos da cidade. E, desde quinta-feira, 13, salões de beleza, academias e cinemas estão fechados.

A taxa de infecção na China é muito baixa, em comparação com a maioria dos países do mundo, mas suas autoridades seguem uma estratégia para erradicar o vírus, com medidas estritas e precoces diante do menor surto de coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram detectados 104 novos casos locais de contágio na China.

Vacinação 

Mais de 86% da população chinesa já concluiu a vacinação contra a covid-19, segundo dados oficiais divulgados este sábado pela Comissão Nacional de Saúde.

Até sexta-feira, a China havia inoculado mais de 1,2 bilhão de pessoas, ou seja, 86,4% dos 1,4 bilhão de habitantes que o país possui, disse o porta-voz da comissão de saúde, Mi Feng.

No ano passado, o chefe da equipe chinesa anti-covid, o epidemiologista Zhong Nanshan, indicou que a imunidade de rebanho não chegaria até que 83,3% da população estivesse vacinada.

Zhong assegurou que a letalidade da covid deve cair dos atuais 1% para cerca de 0,1% para que o país possa regressar à "normalidade”./AFP e EFE  

 

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Gigante asiático luta para conter os focos da contagiosa variante da covid-19 a três semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno

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PEQUIM - Um caso de contaminação pela Ômicron foi detectado em Pequim - informaram autoridades da capital chinesa, neste sábado, 15, em um contexto no qual o gigante asiático luta para conter os focos da contagiosa variante da covid-19, a três semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno.

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Trabalhadores usam máscaras faciais para se proteger contra o coronavírus na área de triagem para espectadores dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim  Foto: Mark Schiefelbein/AP

Por esse motivo, as linhas de ônibus foram suspensas, e os moradores, orientados a não deixarem a localidade. Essas medidas foram adotadas depois do surgimento de um caso de coronavírus em um município vizinho.

Em Pequim, o caso, de transmissão local, foi detectado no distrito de Haidian, onde se encontram muitas sedes de empresas de tecnologia, informou o funcionário municipal Pang Xinghuo, em entrevista coletiva.

As autoridades estão testando os demais moradores do bloco residencial e dos escritórios do paciente com covid-19. Também restringiram o acesso a 17 lugares relacionados com a pessoa infectada, acrescentou Pang.

A capital chinesa tem tentado se blindar da Ômicron, proibindo seu acesso a pessoas procedentes de áreas com casos registrados, além de exigir a apresentação de testes recentes anticovid. Pede-se ainda que a população não deixe a cidade durante o próximo feriado pela Festa da Primavera (Hemisfério Norte).

A três semanas dos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, que acontecem de 4 a 20 de fevereiro, a China se encontra em alerta, devido a uma série de focos de coronavírus - alguns deles ligados à Ômicron. 

Milhões de moradores de várias cidades foram confinados em suas casas, vários voos domésticos foram cancelados, e algumas fábricas fecharam. 

As autoridades de Zhuhai pediram aos seus 2,4 milhões de habitantes que não deixem a cidade, "a menos que seja necessário". Aqueles que precisarem se deslocar, deverão apresentar um teste negativo para covid-19 feito nas últimas 24 horas. 

Também foi decretada a suspensão das linhas de ônibus em alguns pontos da cidade. E, desde quinta-feira, 13, salões de beleza, academias e cinemas estão fechados.

A taxa de infecção na China é muito baixa, em comparação com a maioria dos países do mundo, mas suas autoridades seguem uma estratégia para erradicar o vírus, com medidas estritas e precoces diante do menor surto de coronavírus. Nas últimas 24 horas, foram detectados 104 novos casos locais de contágio na China.

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Mais de 86% da população chinesa já concluiu a vacinação contra a covid-19, segundo dados oficiais divulgados este sábado pela Comissão Nacional de Saúde.

Até sexta-feira, a China havia inoculado mais de 1,2 bilhão de pessoas, ou seja, 86,4% dos 1,4 bilhão de habitantes que o país possui, disse o porta-voz da comissão de saúde, Mi Feng.

No ano passado, o chefe da equipe chinesa anti-covid, o epidemiologista Zhong Nanshan, indicou que a imunidade de rebanho não chegaria até que 83,3% da população estivesse vacinada.

Zhong assegurou que a letalidade da covid deve cair dos atuais 1% para cerca de 0,1% para que o país possa regressar à "normalidade”./AFP e EFE  

 

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