Pequim e Seul tentam desarmar crise nuclear norte-coreana

A China e a Coréia do Sul concordaram nesta quinta-feira em cooperar para encontrar uma solução para a crise nuclear norte-coreana. O ministro-adjunto de Relações Exteriores daCoréia do Sul, Lee Tae-shik, e seu homólogo chinês, Wang Yi, concordaram nesta quinta-feira, durante encontro em Pequim, que a questão seja "resolvida de modo pacífico e por meio do diálogo e dacooperação para impedir que a situação se agrave".O presidente americano, George W. Bush, apesar de ter criticado duramente o líder norte-coreano, Kim Jong-il, dizendo não sentir simpatia por alguém que faz seu povo passar fome, reiterou nesta quinta-feira sua esperança de que a Península Coreana seja "uma zona desnuclearizada".Ele lembrou que Washington está trabalhando com seus aliados para convencer a Coréia do Norte a suspender seu programa nuclear. "Nós e nossos aliados podemos pressionar a Coréia doNorte e estamos tentando explicar a Pyongyang de modo claro que a proliferação de armas de extermínio não é de seu interesse",disse Bush.A Coréia do Sul prometeu nesta quinta intensificar seus esforços para aliviar a situação relacionada com a reativação do programanuclear da Coréia do Norte, em meio à grande atividade diplomática dos EUA e de outros países da região.O ministro sul-coreano de Unificação, Jeong Se-hyun, disse que a questãonuclear é "um assunto que afeta o destino" de seu povo. "Portanto, devemos buscar ativamente a solução que possa satisfazer todas as partes", disse Jeong.Um alto funcionário da chancelaria sul-coreana, Kim Hang-kyung, deve chegar nesta sexta-feira à Rússia, importante aliada de Pyongyang, para pedir a Moscou maior envolvimento naspressões sobre a Coréia do Norte para que o país desista de retomar seu programa nuclear. O presidente russo, Vladimir Putin,tornou-se o primeiro líder mundial a visitar Pyongyang em 2000.Seul espera que a Rússia use sua influência para acabar com a crise, provocada em dezembro após Pyongyang anunciar que reativará o reator nuclear de Yongbyon para suprir suas necessidades de energia depois de os EUA e aliados suspenderem ofornecimento de petróleo. A decisão de suspender a ajuda foi tomada quando um alto funcionário norte-coreano revelou que Pyongyang mantinha secretamente um programa nuclear, violando oacordo de 1994.

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