Pequim endurece normas contra manifestações e eventos

Caso haja atos de violência, os organizadores poderão ser submetidos a processos criminais

EFE,

22 de setembro de 2007 | 03h31

A menos de um ano dos Jogos Olímpicos de Pequim, o Governo chinês deu mais poder à Polícia para controlar a multidão em eventos esportivos, religiosos e populares. A agência oficial "Xinhua" informa neste sábado, 22, que o primeiro-ministro, Wen Jiabao, assinou uma norma pela qual os organizadores de "atividades maciças em grande escala", com mais de mil participantes, terão que pedir uma permissão com 20 dias de antecipação. A norma entrará em vigor dia 1º de outubro e será aplicada em eventos esportivos, festivais em templos e outros atos populares. Caso haja atos de violência, os organizadores poderão ser submetidos a processos criminais. "As atividades de massa apresentam problemas de segurança e altos riscos", justificou uma fonte não identificada do Conselho de Estado (Executivo). "Em algumas ocasiões houve acidentes e delinqüência. Alguns graves incidentes puseram em risco a vida das pessoas e a segurança pública", acrescentou. Segundo a "Xinhua", a cada ano acontecem na China 14 mil atos públicos de massa, com participação total de 300 milhões de pessoas. Nos últimos anos, a insatisfação popular tem alimentado protestos contra as crescentes desigualdades e injustiças sociais. Há 10 anos, qualquer reunião não organizada pelo Governo era considerada perigosa e a Polícia costumava intervir, dispersando o público.

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