Pequim envia emissário a Washington e Moscou para negociar crise

O governo chinês enviou o conselheiro deEstado Tang Jiaxuan numa viagem urgente aos Estados Unidos e à Rússia para negociar a crise provocada pela Coréia do Norte após oteste nuclear de Segunda-feira. Segundo o jornal "China Daily", que cita fontes do Ministério de Relações Exteriores, Tang partiu com destino a Washington "numa visita de trabalho", e depois vai a Moscou "como enviadoespecial do presidente Hu Jintao". O Ministério não revelou detalhes sobre quem deverá se reunir com Tang. A China se encontra numa posição difícil após o teste nuclear. Nos últimos três anos, o país recebeu as reuniões multilaterais comas duas Coréias, EUA, Japão e Rússia, sempre pedindo paciência e flexibilidade com o regime norte-coreano. Mas, segundo os especialistas, Pequim também não pode recusar a aplicação de sanções, num momento de boas relações com Washington. Os Estados Unidos apresentaram uma minuta sobre a crise,citando o Capítulo 7 da Carta das Nações Unidas, que prevê uma longa lista de sanções econômicas e militares. Além disso, o Japão jáimpôs sanções à Coréia do Norte unilateralmente. A resolução será discutida no Conselho de Segurança da ONU. Pequim e Moscou, principais aliados de Pyongyang, deverão mais umavez tentar restringir a lista de sanções. Wang Guangya, embaixador da China na ONU, pediu uma restrição ao Capítulo 7 com base do Artigo 41, que diminui a lista de sanções e evita as ações militares contra a Coréia do Norte. A Coréia do Norte ameaçou realizar um segundo teste nuclear "se os Estados Unidos aumentarem a sua pressão", segundo o porta-voz norte-coreano Kim Yong-Nam. Kofi Annan, secretário-geral da ONU, pediu a Bush pela primeira vez que reconsidere a proposta norte-coreana de abrir negociaçõesbilaterais.

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