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Pequim justifica massacre de estudantes em 1989 e critica EUA

Pequim voltou a justificar nesta quarta-feira, 17 anos e três dias depois, o massacre de 4 de junho de 1989 na Praça da Paz Celestial, argumentando em comunicado da Chancelaria que o fim dos protestos de estudantes contribuiu para a estabilidade da sociedade chinesa atual e para seu desenvolvimento econômico.No fim de semana, o aniversário do massacre passou em absoluto silêncio das fontes oficiais. Mas nesta quarta o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Liu Jianchao, emitiu um comunicado defendendo a repressão de 1989 e atacando Washington por pedir a Pequim que revele o número de mortos.Segundo grupos de defesa dos direitos humanos, centenas ou milhares morreram na repressão chinesa aos protestos de 17 anos atrás. "Sobre os distúrbios políticos na China no fim da década de 80 já há conclusão clara e definitiva. Nos últimos anos a sociedade chinesa se mantém estável, a economia se desenvolve, a construção da democracia progride continuamente", diz a nota ministerial.´Conquistas´"O povo chinês desfruta da liberdade de direitos humanos, o governo chinês e o povo avançam firmemente no caminho para construir o socialismo com características chinesas", acrescenta o documento, elaborado a pedido da agência oficial chinesa de notícias Xinhua.Liu diz também que no fim de semana o governo dos Estados Unidos "emitiu críticas e ataques à China sem razão", em referência aos pedidos do porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack.McCormack pediu à China que deixe de se referir aos estudantes que protestaram como "subversivos" ou "contra-revolucionários" e faça uma revisão das manifestações de 1989 e suas conseqüências. Segundo o chinês, o pedido "vai contra as normas básicas das relações internacionais e intervém de forma grosseira nos assuntos internos da China".

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