Pequim lamenta ataques das forças conjuntas contra a Líbia

País asiático se absteve na votação do Conselho de Segurança da ONU que determinou a ação

Efe,

20 de março de 2011 | 02h08

PEQUIM - O Governo chinês lamentou neste domingo, 20, os ataques das forças militares conjuntas contra a Líbia, depois que o país asiático se absteve de votar junto com a Rússia em favor desta decisão no Conselho de Segurança (CS) da ONU, assinalou em comunicado publicado no site do Ministério de Relações Exteriores da China a porta-voz de turno, Jiang Yu.

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A China, prossegue a declaração, nunca esteve de acordo com a violência em suas relações internacionais, mas respeita a soberania, a independência e a unidade territorial dos países.

"Esperamos que a Líbia possa restaurar a estabilidade tão em breve quanto seja possível e evitar uma escalada do conflito armado que possa derivar em um maior número de vítimas civis", conclui o breve comunicado na página da Chancelaria.

Com estas palavras, Pequim condenou o ataque aéreo da coalizão das forças conjuntas dos Estados Unidos, França e Reino Unido contra alvos militares na Líbia, onde o líder líbio, Muammar Kadafi, está há semanas atacando a população civil sublevada.

A intervenção militar, chamada "Odisseia do Amanhecer", causou pelo menos 48 mortos e 150 feridos, segundo a imprensa local.

Embora o país asiático tenha apoiado a decisão da ONU para estabilizar a situação, acrescentou então que "tinha graves reservas com partes da resolução", segundo palavras do representante permanente da China na ONU, Li Baodong.

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