EFE/EPA/ROMAN PILIPEY
EFE/EPA/ROMAN PILIPEY

Pequim limita viagens e fala em sério risco de segunda onda de covid-19

Cidade tem maior surto desde fevereiro e adota 'estado de guerra' para conter novo avanço da pandemia

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2020 | 08h52
Atualizado 19 de junho de 2020 | 10h52

Autoridades de Pequim, capital da China, classificaram nesta terça-feira, 16, os surtos de coronavírus na cidade como "extremamente severos" e determinaram que os cidadãos considerados de alto risco, como pessoas que entraram em contato com contaminados, estão proibidos de deixar a cidade.  

A capital chinesa também limitou o transporte público para deter a disseminação dos casos de coronavírus, o que provocou o temor de uma segunda onda de infecções. Na noite de segunda, bairros da cidade foram bloqueados e pontos de segurança foram instalados em regiões residenciais. 

O polo financeiro de Xangai exigiu que alguns viajantes de Pequim passem duas semanas em quarentena. "A situação epidêmica na capital é extremamente severa", afirmou o porta-voz da cidade, Xu Hejian. "Agora precisamos tomar ações estritas para limitar a covid-19". 

Preocupadas com os riscos de contágio, outras províncias impuseram exigências de quarentena para visitantes vindos de Pequim. Nos últimos três dias, Hebei, Liaoning e Sichuan relataram casos novos ligados ao mercado atacadista da capital.

Até segunda-feira, Pequim havia designado 22 bairros como áreas de risco médio, exigindo que eles sujeitem as pessoas ingressando a medições de temperatura e registros. 

O governo municipal de Pequim anunciou nesta segunda que a cidade está em "estado de guerra" para enfrentar esse novo surto, que deixou pelo menos 106 infectados desde a última quinta. É o maior surto de coronavírus desde fevereiro, o que acendeu o alerta nas autoridades chinesas. A capital chegou a não reportar casos por 56 dias seguidos, mas agora teme uma segunda onda. 

Da noite para o dia, algumas áreas de Pequim receberam cercas, com entradas e saídas restritas e barreiras de segurança que funcionam 24 horas. Serviços de táxi foram suspensos.  Além da determinação de fechamento de mais escolas, o governo também proibiu a realização de festas de casamento. 

Além de testes e medidas de prevenção e controle, a cidade intensificou a inspeção dos mercados de produtos frescos como carne suína, bovina, ovina e de aves congeladas. Outros negócios, incluindo supermercados e restaurantes, estão sendo controlados para garantir que não haja produtos contaminados com o patógeno em circulação.

O novo surto em Pequim foi localizado no amplo mercado atacadista de alimentos de Xinfadi, no sudoeste da cidade, onde milhares de toneladas de vegetais, frutas e carne são comercializados todos os dias.  / AFP e Reuters 

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