Pequim quer retorno de muçulmanos chineses presos em Guantánamo

A China afirmou nesta quinta-feira ser contra que qualquer país aceite os chineses muçulmanos suspeitos de terrorismo que estão presos na base norte-americana na Baía de Guantánamo. A declaração foi feita um dia depois de o Canadá desmentir que planejava receber três dos suspeitos. A China disse que quer que os 17 uigures suspeitos de terrorismo voltem ao país após o fechamento da prisão de Guantánamo, ordenado pelo novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Jiang Yu, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, disse esperar que todas as partes envolvidas respeitem as leis e os princípios internacionais. "Como dissemos antes, nós nos opomos que qualquer país aceite estas pessoas", disse Jiang, em uma coletiva de imprensa. Na quarta-feira, o Canadá negou uma reportagem que dizia que o país estava prestes a aceitar três uigures com permissão para deixar Guantánamo. Embora os 17 uigures não sejam mais considerados "combatentes inimigos", ainda estão presos em Guantánamo porque os Estados Unidos não encontraram um país disposto a recebê-los. O governo norte-americano disse que não pode devolvê-los à China porque eles seriam perseguidos lá. Em 2006, eles permitiram que cinco muçulmanos chineses fossem enviados de Guantánamo à Albânia. Muitos uigures muçulmanos, que são de Xinjiang, no extremo oeste da China, querem maior autonomia para a região. Alguns deles desejam independência. Pequim lançou uma campanha implacável contra os uigures, que desempenham, segundo o governo, "atividades separatistas violentas".

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