Roman Pilipey/EFE
Roman Pilipey/EFE

Pequim registra aumento de casos do novo coronavírus pelo segundo dia consecutivo 

Novo surto é ligado ao maior mercado da capital chinesa, responsável pelo abastecimento de 80% das verduras e legumes consumidos na capital

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2020 | 04h35

Pequim registrou nesta segunda-feira, 15, crescimento no número de novos casos de covid-19 pelo segundo dia consecutivo. Os dados deram urgência ao restabelecimento de medidas para frear a disseminação do vírus na capital chinesa, que voltou a realizar testes em massa. Autoridades de Pequim anunciaram 36 novos casos de covid-19 confirmados no domingo, o mesmo número registrado no dia anterior, um recorde desde o fim de março.  

O novo surto é ligado ao mercado de Xinfadi, na capital, que é responsável pelo abastecimento de 80% das verduras e legumes vendidos em Pequim. Xinfadi é 20 vezes maior que o mercado de frutos do mar de Wuhan de onde o vírus teria surgido. O local foi fechado, milhares de moradores da região estão sendo testados e uma campanha foi lançada na cidade para identificar pessoas que visitaram o mercado recentemente ou estiveram em contato com visitantes. Algumas escolas começaram a suspender aulas. “O risco da disseminação da epidemia é muito alto, então precisamos tomar medidas decisivas”, disse o porta-voz da prefeitura de Pequim, Xu Hejang.

Dezenas de bairros de Pequim foram classificados como de médio risco, incluindo a Financial Street, onde bancos e empresas financeiras se concentram. Medidas como o controle rígido da circulação de pessoas e veículos, desinfecções e checagens de temperatura voltaram a ser adotadas. Um bairro no mesmo distrito do mercado de Xinfadi foi classificado como de alto risco. 

Investigação

Um epidemiologista do governo de Pequim disse neste domingo que a sequência de DNA do vírus detectado nos infectados do mercado de Xinfadi indica que o vírus pode ter sido importado da Europa.  “A nossa primeira avaliação é de que o vírus veio de outro continente. Não podemos determinar ainda como chegou aqui. Pode ter contaminado mariscos ou carne, ou ter se disseminado pelas fezes das pessoas que visitaram o mercado”, disse o especialista Yang Peng./REUTERS

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