Pequim revela encontro de enviado com Bush em Washington

O Governo chinês reconheceu que seu enviado especial para negociar a crise nuclear norte-coreana, o conselheiro de Estado Tang Jiaxuan, se reuniu em Washington com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, informou neste sábado o "Diário do Povo".Tang foi enviado esta semana pelo presidente da China, Hu Jintao, a Washington e a Moscou em um movimento diplomático para tentar suavizar a resolução do Conselho de Segurança da ONU contra a Coréia do Norte, que será decidida neste sábado.Durante a reunião entre Tang e Bush, na Sala Oval da Casa Branca, Tang transmitiu a mensagem de Hu e ressaltou que era do interesse da China e dos EUA a desnuclearização de Coréia do Norte, assim como a manutenção da paz e da estabilidade na região.O emissário chinês propôs que os dois países reforçassem sua cooperação para solucionar a crise nuclear de forma apropriada e "evitar que a situação piorasse ou perdesse o controle".Bush aceitou a proposta e se comprometeu a buscar vias para resolver o conflito mediante a via diplomática, segundo o jornal chinês.Em nome de Hu, Tang recomendou manter a cabeça fria e tentar resolver o conflito pelo diálogo, tentando restabelecer as negociações multilaterais entre as duas Coréias, EUA, Rússia, Japão e China, estagnadas há um ano pela recusa do regime norte-coreano a retornar à mesa de diálogo.Tang também se reuniu com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice e o conselheiro de Segurança Nacional, Stephen Hadley. Depois, embarcou rumo a Moscou, onde reforçou com o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, a negativa da Rússia e da China à imposição de "sanções extremas" contra a Coréia do Norte.Moscou enviou a Pyongyang o vice-ministro Alexander Alexeyev, que arrancou do Governo norte-coreano um compromisso com as negociações de seis lados para resolver a crise. Ao mesmo tempo, em Pequim, Hu se reunia com o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, para chegar a um consenso.A última minuta de resolução, que será debatida neste sábado no Conselho de Segurança, foi modificada após a iniciativa diplomática de urgência chinesa. Ela exclui a possibilidade de uma intervenção militar, como exigia a China, membro permanente no Conselho.

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