Peregrinos muçulmanos mobilizam-se para auge do haj

Milhões de peregrinosmuçulmanos dirigiram-se para Muzdalifa na terça-feira à noite,depois de passarem a tarde na planície de Arafat, a leste deMeca, no auge da peregrinação anual do haj. Um fluxo de centenas de milhares de pessoas movia-se sob océu estrelado, ao longo de uma estrada especial e bemiluminada. Os peregrinos preparam-se para o próximo estágio doritual, realizado na Arábia Saudita. Em Muzdalifa, eles pegam pequenas pedras do chão e asatiram contra uma série de muros em três ocasiões diferentes,ao longo dos três próximos dias, como parte de um ato querepresenta um desafio ao demônio. Na terça-feira, em Arafat, muitos rezaram pedindo perdão oubem-estar para os muçulmanos do mundo todo. Mas, para muitosoutros, bastava estar ali -- como membro da comunidademuçulmana mundial, nascida 1.400 anos atrás na Arábia e que seune sob a crença em um único deus transcendente. Segundo as autoridades sauditas, mais de 1,6 milhão depessoas ingressaram no país para participar do evento, o maiorencontro religioso do mundo e um imenso desafio logístico e desegurança para o governo da Arábia Saudita. Somado aos peregrinos vindos de dentro do país, entresauditas e estrangeiros, o total de presentes ao ritualultrapassa a casa dos 2 milhões. Alguns jornais sauditasdisseram que se aguardavam 3 milhões de pessoas para o ritual. Os peregrinos, vestindo uma roupa branca especial, lutavampor espaço na planície, onde a maior parte do tempo é gastalendo ou orando. Alguns dormiam nas barracas, outros comiam ealguns conversavam entre si. As dificuldades para se completar o haj são muitas. Além damultidão, há o sol e o calor, a poeira e as longas filas parater acesso a algumas das instalações. A área, localizada cerca de 15 quilômetros a leste de Meca,é onde o profeta Maomé proferiu seu famoso sermão de 632, anode sua morte.

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