Peres: 'Brasil deve decidir se é pró-Irã ou pró-EUA'

Incomodado com a aproximação entre o governo Luiz Inácio Lula da Silva e o Irã de Mahmoud Ahmadinejad, o presidente de Israel, Shimon Peres, afirmou que a diplomacia brasileira não pode se valer apenas de "puro poder" e deve se pautar também por "valores". "É preciso fazer uma escolha. Não se pode ser pró-EUA e pró-Irã ao mesmo tempo", resumiu Peres em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, às Organizações Globo e ao jornal Valor Econômico.

AE, Agência Estado

10 de novembro de 2010 | 09h02

O ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1994 exortou o Brasil a levar a sério as ameaças de Ahmadinejad a Israel, assim como sua pregação contra o Holocausto. Peres, porém, não perdeu o tom conciliatório durante a entrevista, elogiando várias vezes "os grandiosos feitos do Brasil nos últimos anos". "Nossa relação com o Brasil é muito intensa, muito boa. Desejamos continuar nesse caminho."

Para ele, o mundo deve reconhecer a emergência de novas potências como Brasil, China e Índia. Do outro lado, os países em ascensão devem assumir suas responsabilidades diante das principais questões globais. "A voz do Brasil deve ser ouvida", defendeu Peres, mesmo quando o assunto é proliferação nuclear ou terrorismo global. "Mas cada um de nós deve fazer sua escolha. As ambições iranianas não são um problema apenas para Israel, são um problema para o mundo", completou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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