Peres propõe plano que prevê criação do Estado palestino

O ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres, propôs um plano de paz aos palestinos no qual reconheceria, oito semanas depois da assinatura, a criação de um Estado palestino, informou neste domingo o jornal Yediot Aharonot. Segundo o jornal, Peres apresentou este plano ao presidente do Conselho Legislativo palestino (parlamento), Ahmed Qorei. O plano prevê que Israel retire suas tropas dos territórios ocupados nas áreas autônomas desde o inicio da segunda intifada, 28 de setembro de 2000. Um cessar-fogo, coordenado pelos Estados Unidos, duraria seis semanas após a assinatura do tratado, graças à aplicação das recomendações do chefe da CIA, o americano, George Tenet , e do ex-senador americano George Mitchell.Durante esta fase, os palestinos recolheriam todas as armas ilegais entre os seus simpatizantes. O Estado hebreu desbloquearia os territórios palestinos, as cidades autônomas e cancelaria a colonização judia. Junto com o reconhecimento mútuo, Israel e o Estado palestino manteriam negociações, entre nove e 12 meses, sobre os novos limites das fronteiras, a divisão da água, a segurança, os refugiados palestinos, o estatuto de Jerusalém, as colônias judias e a cooperação econômica e regional. Os acordos fechados entrariam em vigor de 18 a 24 meses mais tarde. A comunidade internacional ajudaria com uma assistência econômica, financeira e com uma força de paz. Os assessores do primeiro ministro israelense, Ariel Sharon, reagiram dizendo que Sharon "nunca deu o seu aval a um projeto fictício e perigoso, cuja menção do mesmo já é prejudicial a Israel. O ministro israelense de Turismo, Bennu Eilon, do partido de extrema direita União Nacional, disse que "Peres deveria ser expulso do governo porque vai contra a política israelense de não negociar enquanto a violência estiver prosperando.

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