Peres sugere declaração de Estado palestino

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, sugeriu hoje que a declaração de um Estado palestino poderia ressuscitar as negociações de paz na região, mas a aprovação da idéia por parte do primeiro-ministro Ariel Sharon ainda não é certa. É sabido que Sharon se opõe a várias propostas feitas por Peres em seu plano de paz. Uma reunião anunciada para hoje entre Peres e Sharon para discutir a iniciativa acabou sendo postergada para amanhã à noite (horário local). Em uma entrevista a uma emissora de rádio sueca, Peres afirmou que as negociações entre Israel e palestinos poderiam ser retomadas dentro de algumas semanas. O chanceler fez tal previsão depois de ter conversado, ontem, com Ahmed Qureia, o principal conselheiro do líder palestino, Yasser Arafat. "Talvez a melhor saída para a retomada das negociação seja a declaração de um Estado palestino, talvez", disse Peres. "Quero checar isso. Não quero rejeitar (a idéia) imediatamente", afirmou o chanceler. O plano de paz que vem sendo preparado por Peres prevê a declaração de um Estado palestino em áreas atualmente controladas pelos palestinos. Mais tarde, outras áreas seriam incorporadas ao novo país. Como parte do plano, assentamentos judeus em Gaza seriam desmantelados. Confronto - Em uma nova onda de violência, soldados israelenses na Faixa de Gaza assassinaram um garoto palestino de 13 anos, informaram oficiais de segurança palestinos. Segundo as fontes, tratava-se de um menino com problemas mentais que andava a alguns metros do posto militar israelense ao leste do campo de refugiados de Khan Yunis. De acordo com militares israelenses, no entanto, os soldados apenas atiraram depois que "o homem" ignorou avisos feitos em árabe e hebraico para que permanecesse longe dali. Os soldados também atiram para cima antes de atingir o garoto. Por outro lado, na Cisjordânia, uma mulher israelense foi morta em uma emboscada palestina enquanto dirigia o seu carro em uma estrada próxima à cidade de Jenin. A Brigada Al-Aqsa, afiliada ao movimento Fatah, de Arafat, assumiu a responsabilidade pelo assassinato. O grupo informou que a emboscada foi uma resposta à explosão de um carro ocorrida nesta semana em Jenin que matou dois ativistas da Fatah. Segundo os palestinos, Israel plantou os explosivos.

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