Peretz ordena que Exército continue com ofensiva, diz imprensa

O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, ordenou às Forças Armadas que continuem com a campanha contra a milícia xiita Hisbolá, informou neste domingo a imprensa local, citando fontes próximas ao ministro.A ordem pode ser aprovada durante a reunião semanal do Conselho de Ministros presidida por Ehud Olmert, que acontece no domingo, véspera da chegada da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, cujo Governo apóia a campanha militar israelense. Peretz, líder do Partido Trabalhista, acredita que a intensificação das hostilidades contra o Hisbolá permitirá a Israelampliar sua capacidade de manobra no plano político, segundo a rádio pública.Rice, acrescentou a emissora, chega ao Estado judeu para definir com o Governo israelense os parâmetros que ambos os países adotarão antes de admitir a instalação de uma nova força internacional na fronteira com o Líbano, onde a ONU conta, desde 1978, com uma "força interina" (Finul), que fracassou na missão de pacificar a região. O jornal "Maariv" informa em sua matéria de capa da edição de domingo que a ONU propõe agora a criação de uma faixa desmilitarizada de 20 quilômetros no sul do território libanês.Fontes militares reiteraram, enquanto continuavam os bombardeios aéreos, que as operações terrestres no sul do Líbano são de caráter "limitado" e que não haverá uma ofensiva de grande escala apesar da mobilização de aproximadamente sete mil soldados. Mesmo com os intensos bombardeios realizados pelo Exército de Israel nos últimos onze dias, os milicianos do Hisbolá dispararam no sábado mais de 160 de mísseis Katyusha contra cidades, povoados e aldeias israelenses.Mais de dez pessoas ficaram feridas e foram registrados danos materiais em 500 casas e instalações públicas na cidade de Nahariya, informaram fontes policiais, que também disseram que o número de veículos incendiados é indeterminado. Fontes militares informaram que três mísseis caíram durante a madrugada na Galiléia, mas ninguém ficou ferido.O comandante do exército de Israel, general Beny Gantz, informou na noite de sábado que a batalha contra os milicianos do Hisbolá continuará "por mais algumas semanas". Na outra frente de ataque israelense, contra a Faixa de Gaza, fontes palestinas anunciaram um acordo entre os grupos armados para suspender os disparos de mísseis Qassam contra o sul de Israel. No entanto, no começo da manhã deste domingo foi registrado o impacto de um desses foguetes nos arredores da cidade de Ashlekon, que não deixou feridos.Outro míssil caiu em um campo aberto nas imediações do kibutz Nachal Oz, uma das 38 localidades israelenses expostas aos foguetes Qassam, que têm alcance de 10 a 12 quilômetros de distância. As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, filiadas ao Fatah, à Jihad Islâmica e ao braço armado do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), desmentiram o suposto acordo em troca de uma retirada das Tropas israelenses do sul de Gaza, onde o Estado judeu busca o soldado Gilad Shalit, seqüestrado no dia 25 de junho em uma base militar ao sul do território palestino.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.