PRU/AFP
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Perfil: Parlamentar era estrela em ascensão do Partido Trabalhista

Jo Cox, em particular, defendeu os refugiados sírios, mesmo quando outros políticos na Grã-Bretanha e Europa procuravam aumentar as dificuldades para a entrada de centenas de milhares de pessoas tentando escapar do conflito

O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2016 | 17h32

Descrita por amigos e conhecidos como uma pessoa brilhante e cheia de compaixão, a parlamentar Jo Cox era considerada uma estrela em ascensão do Partido Trabalhista, de centro-esquerda. A política de 41 anos era casada com Brendan Cox, com quem tinha duas meninas, de 3 e de 5 anos. 

Ela veio do mundo do ativismo. Antes de ingressar na política, Jo foi uma atuante ativista e trabalhadora humanitária por cerca de uma década. Conheceu o marido, um ex-funcionário da organização Save the Children, em trabalho de campo.

A parlamentar nasceu no dia 22 de junho de 1974 em Dewsbury, no norte da Inglaterra. Frequentou escolas da região antes de ingressar no liceu de Heckmondwike. Mais tarde, entrou para a Universidade de Cambridge e converteu-se na primeira pessoa de sua família a conquistar um título universitário.

Após a faculdade, começou a trabalhar no Parlamento, para a deputada trabalhista Joan Walley e ajudou a criar a organização pró-europeia Britain in Europe. 

Seu vínculo com a Europa se fortaleceu com seus dois anos em Bruxelas, a serviço de Glenys Kinnock, que foi eurodeputada britânica e secretária de Estado para Europa do governo de Gordon Brown.

Antes de se apresentar nas eleições de maio de 2015, que lhe deu a cadeira da região de Batley and Spen, trabalhou com a Fundação Bill e Melinda Gates e para a Freedom Foundation, que luta contra a escravatura moderna, além de estar envolvida em vários aspectos da luta por melhorias das condições das mulheres. Em 2008, colaborou na campanha eleitoral do presidente Barack Obama.

Como parlamentar, em particular, Jo defendeu os refugiados sírios, mesmo quando outros políticos na Grã-Bretanha e Europa procuravam aumentar as dificuldades para a entrada de centenas de milhares de pessoas tentando escapar do conflito. “Jo acreditava em um mundo melhor e lutou por ele a cada dia de sua vida com uma energia e zelo que teriam esgotado a maioria das pessoas”, afirmou seu marido em um comunicado. “Não se arrependia de nada e viveu cada dia ao máximo.” / AFP e W. POST


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