Perfurações simultâneas ajudam a reduzir custos

O fato de a Chevron estar utilizando apenas uma sonda, a SEDCO 706, para trabalhar nos três poços da empresa que estão em fase de perfuração é tido no setor de petróleo como uma forma de economizar gastos. A sonda realizaria os trabalhos simultaneamente, para que os custos se mantenham em um mesmo nível, o que não ocorreria se um poço só começasse a ser aberto após a conclusão de um outro.

SÉRGIO TORRES / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2011 | 03h05

A sonda é considerada obsoleta pelo setor, pois foi construída em 1976 e em muitos países já deixou de ser usada. Mas seu aluguel custa em torno da metade do das sondas modernas.

Se a empresa americana adotou no Campo de Frade uma linha de trabalho voltada à redução de despesas, o que é legal e comum entre as petroleiras, pode também ter dispensado testes de segurança de perfurações, segundo o que vem sendo levantado pela ANP. Um dos testes é o de certificação da resistência do cimento injetado para revestir o poço. A parede formada pela carga de cimento deve ser apropriada para resistir à pressão exercida pelo oceano, ainda mais em águas profundas.

A investigação feita nos EUA sobre as causas do vazamento gigante ocorrido em 2010 no Golfo do México mostrou que no poço de Macondo, de onde escapou o petróleo, a companhia BP havia dispensado o teste.

Ex-presidente da Associação Brasileira dos Geólogos de Petróleo, Nilo Azambuja afirma que as conjecturas não podem ser consideradas definitivas. Segundo ele, a Chevron poderia estar tentando alcançar o pré-sal, sem que isso seja uma irregularidade. "A área é dela, pode ir ao Japão", afirmou ele, acrescentando que a empresa deve avisar a ANP sobre seus planos de perfuração com 20 dias de antecedência.

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