Darren Staples / Reuters
Darren Staples / Reuters

Perguntas e respostas: A aposta dos conservadores britânicos

Johnson é amplamente visto como o líder mais bem equipado para reconquistar apoiadores do partido

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2019 | 21h27

1.

Boris Johnson é uma aposta infalível dos conservadores? 

Ele está na frente, mas, lembrando que em um passado recente nenhum dos favoritos iniciais conseguiu ganhar uma disputa pela liderança conservadora, as previsões neste ponto ficaram difíceis. Boris Johnson divide opiniões. Fracassou como secretário do Exterior e é descrito como a resposta britânica ao presidente Donald Trump. Mas ele também tem atributos que o tornam um forte candidato: é uma estrela, tem carisma e tem um recorde de vitórias como prefeito de Londres. É popular entre os conservadores e tem uma forte chance de vitória se chegar ao estágio final do processo de seleção. 

2.

Então é ele a resposta para os problemas do partido? 

Johnson é amplamente visto como o líder mais bem equipado para reconquistar apoiadores do partido. É por isso que ele mantém em aberto a opção de um Brexit sem acordo, o que o ajudará na disputa pela liderança conservadora. Essa posição provavelmente não o favoreceria no caso de uma eleição geral, uma vez que o Brexit afastou liberais urbanos. 

3.

Quem pode surgir como grande rival de Johnson? 

Até o secretário de Meio Ambiente, Michael Gove, revelar que usou cocaína duas décadas atrás ele era visto como o oponente mais forte. Agora, o principal rival parece ser Jeremy Hunt, o ex-secretário do Exterior. Hunt tem uma visão mais moderada do Brexit. Ele rejeitou descartar a possibilidade de outra extensão do prazo final do Brexit. 

4. 

O vencedor se torna automaticamente premiê? 

O primeiro-ministro é simplesmente o líder do partido majoritário no Parlamento. Não existe a exigência de que uma eleição tenha de ser realizada quando um premiê renuncia. Quando o novo líder tomar posse, ele ou ela provavelmente vai enfrentar um voto de não confiança do rival Partido Trabalhista. 

5.

Que acontecerá em seguida? Pode haver Brexit sem acordo?

Mesmo os moderados na disputa ameaçam deixar UE sem um acordo se não houver outra saída. Assim, o risco de uma potencialmente desastrosa saída sem acordo está aumentando, mas a perspectiva de um segundo referendo, e, particularmente, de uma eleição geral, também vem crescendo. 

6. 

Analistas duvidam que Bruxelas possa fazer alguma grande concessão sobre o Brexit. E então?

Em essência, nada deve mudar. O próximo premiê herdará o mesmo Parlamento dividido que tirou May – e votou várias vezes contra um Brexit sem acordo. Tecnicamente, seria difícil conter um premiê determinado a obter a saída sem acordo. Mas nenhum governo que frustrou a vontade do Parlamento durou muito. / BLOOMBERG, TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ 

 

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