EFE
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Perícia do caso Nisman deve descartar suicídio, diz Clarín

Procurador foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento em Puerto Madero, área nobre de Buenos Aires, em janeiro de 2015, quatro dias depois de denunciar a presidente Cristina Kirchner

O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2017 | 15h31

BUENOS AIRES - Uma perícia feita pela polícia argentina sobre a morte do procurador Alberto Nisman, que deve ser publicada no fim do mês concluirá que não houve suicídio no caso, informou o jornal argentino Clarín nesta quinta-feira, 14. 

Nisman foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento em Puerto Madero, área nobre de Buenos Aires, em janeiro de 2015, quatro dias depois de denunciar a presidente Cristina Kirchner por encobrir investigações do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina ( Amia). 

Diante de idas e vindas do processo, que chegou a ser arquivado, o procurador Jorge Taiano pediu à Gendarmería Nacional (a polícia argentina) que conclua a investigação até o fim do mês para que seja definido de vez se Nisman foi vítima de homicídio ou se matou. 

Dados da investigação publicados pelo Clarín indicam que a perícia encontrou ketamina, um remédio de uso veterinário que, em pequenas doses, provoca efeitos alucinógenos e, num volume maior, um estado de quase paralisia, o que tornaria improvável que Nisman carregasse uma arma. 

Há indícios também de que o corpo de Nisman foi golpeado para diminuir de tamanho, o que indica que o cadáver pode ter sido manipulado. 

Além disso, não havia no apartamento do procurador nenhuma digital que não a de Nisman, apesar de diversas pessoas terem passado pelo local no fim de semana em que ele morreu. 

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