Peritos não conseguem chegar no local da queda do voo MH17

Combates entre separatistas e forças ucranianas impediram equipe de entrar para recuperar restos mortais e pertences das vítimas

O Estado de S. Paulo

30 de julho de 2014 | 09h56

AMSTERDÃ - Peritos holandeses que tentam recuperar os restos mortais das vítimas da queda do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia não puderam chegar ao local do desastre mais uma vez nesta quarta-feira, 30, em razão dos combates entre separatistas pró-Rússia e forças ucranianas, disse o chefe da missão holandesa, Pieter Jaap Aalbersberg.

"Nesta manhã decidimos que não era suficientemente seguro dirigir com os especialistas de Donetsk para o local do acidente do voo MH17. Tomamos a decisão após consultas cuidadosas com a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE)", disse Aalbersberg em um comunicado.

Embora a maioria dos corpos tenha sido recolhida no local do desastre, quando morreram todos os 298 passageiros e tripulantes do avião, a equipe quer recuperar restos de algumas vítimas e pertences de 195 cidadãos holandeses que estavam a bordo. "Nós vamos continuar a tentar chegar à área nos próximos dias, mas ainda é preciso ver quando as condições estarão mais seguras."

O chefe da missão acrescentou ser "frustrante" o fato dos investigadores não poderem chegar ao local do desastre e se está se pendendo um "tempo valioso para recuperar os restos mortais das vítimas". "Estamos de novo decepcionados porque estamos altamente motivados para realizar nossa missão. Como dissemos anteriormente, consideramos que os familiares têm o direito de recuperar seus entes queridos e seus pertences pessoais."

Na quinta-feira, os investigadores tentarão chegar novamente no local com os analistas da OSCE. "Infelizmente, a missão está se desenrolando com mais lentidão do que esperávamos, mas seguiremos trabalhando sem descanso para conseguir a repatriação de nossos entes queridos junto com seus pertences", afirmou Aalbersberg.

O processo de identificação dos corpos está sendo feito na base militar de Hilversum, no norte da Holanda. /EFE e REUTERS

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