Permanência de Gbagbo é um perigo para a democracia, diz envado da União Africana

Seguidores de Ouattara marcaram uma greve geral em toda a Costa do Marfim

Associated Press e Efe

17 de janeiro de 2011 | 15h22

ABIJIN - Um enviado da União Africana disse que permitir a permanência do atual líder da Costa do Marfim no governo seria um "duro golpe" para a democracia no continente.

 

O primeiro-ministro queniano Raila Odinga voltou nesta segunda-feira, 17, à Costa do Marfim em outra tentativa de persuadir Laurent Gbagbo a ceder o poder quase dois meses depois das eleições presidenciais. Essa já é a quinta visita que um líder africano faz na tentativa de conversar com Gbagbo.

 

Ao mesmo tempo, seguidores de Alassane Ouattara, ganhador das últimas eleições, convocaram uma greve geral para que Gbagbo deixe o poder. A greve, segundo um comunicado enviado à imprensa deve começar amanhã.

 

Outra greve já havia sido convocada em dezembro, mas que teve pouca adesão em Abijin, a principal cidade do país.

 

A crise na Costa do Marfim começou após o segundo turno das eleições presidenciais em novembro passado, quando a Comissão Eleitoral Independente (CEI) deu a vitória Ouattara, mas seu opositor não admitiu esse resultado. O Conselho Constitucional então anulou as eleições em sete estados e outorgou a vitória a Gbagbo.

 

Até o momento, cerca de 200 pessoas morreram em confrontos no país, a maioria seguidores de Ouattara.

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