Perón tentou 'asfixiar' mídia

Definido em 1945 pela revista Time como um dos mais respeitados jornais do mundo na primeira metade do século 20, o portenho La Prensa tornou-se o símbolo do confronto que o presidente Juan Domingo Perón protagonizou nos anos 40 e 50 contra a imprensa não alinhada ao seu governo. O jornal foi atacado pelas rádios ligadas aos peronistas e enfrentou uma campanha oficial que promovia o boicote da compra de seus exemplares. Os anunciantes também eram pressionados a não colocar publicidade nas páginas do La Prensa. Na sequência, Perón implementou um racionamento de papel que fez o jornal encolher das 40 páginas costumeiras para apenas 12. Em 1950, o governo confiscou as rotativas importadas pelo jornal e as destinou para o Democracia, publicação editada pelo Estado. Com a aprovação do Parlamento, com maioria peronista, o jornal foi confiscado e entregue à Confederação-Geral do Trabalho (CGT).

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