Peronismo faz 60 anos. E continua poderoso

No dia 24 de fevereiro de 1946, Juan Domingo Perón venceu sua primeira eleição presidencial, dando início a uma trajetória cujos ecos até hoje são ouvidos nas vozes de seus "descendentes" modernos - os militantes do partido Justicialista, que ao longo de toda a história recente da Argentina influenciaram os rumos do país.É o caso Néstor Kirchner, atual presidente. A verdade, no entanto, é que já não se pode mais pensar o peronismo a partir de uma única linha ideológica. O partido Justicialista encontra-se dividido em diversas facções. Kirchner, por exemplo, destaca-se por suas posições de centro-esquerda. Carlos Menem, que também era peronista e comandou o país por dez anos, dolarizou a economia e privatizou 95% das estatais do país, seguindo as mais ortodoxas cartilhas neoliberais.Para explicar as idas e vindas do fenômeno peronista no espectro ideológico, o Estado desta sexta-feira preparou uma reportagem especial que traz a trajetória política do fundador do movimento, o presidente Perón. Aqui no portal Estadão.com.br, o leitor poderá conhecer o carisma do líder argentino através de três importantes discursos disponíveis em áudio nos links ao lado.O primeiro, de 1945, foi feito no histórico comício de 17 de outubro de 1945, poucos meses antes de Perón ganhar as eleições. Na ocasião, o ainda futuro presidente argentino acabava de ser libertado de uma prisão de 5 dias em um barco da marinha do país. Na Plaza de Mayo, milhares de argentino esperavam por seu pronunciamento.No segundo áudio, de 1955, o presidente, há já nove anos do poder, reage à crescente ameaça de golpe que pouco tempo depois o deporia.Já na terceira e última gravação, de 1973, o presidente fala à nação pela primeira vez após vários anos no exílio. Ele seria reempossado naquela ano, e governaria apenas até 1974, ano de sua morte.

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