Peru anuncia captura de comando do Sendero Luminoso

A ministra do Interior do Peru, Pilar Mazzetti, anunciou nesta quarta-feira a captura de um suposto comando próximo ao "camarada Artemio", líder dos remanescentes do grupo armado Sendero Luminoso que ainda atuam no país. Em entrevista coletiva, Mazzetti informou que o homem, identificado como Mansuelo Ascencio Mori ou José Ríos Gramados, conhecido como "Mansho", foi detido pela Polícia Nacional do Peru (PNP) em sua casa, na cidade de Tingo María, mais de 550 quilômetros a nordeste de Lima. Mazzetti informou que "Mansho" faz parte da cúpula chefiada pelo camarada "Artemio", que ameaçou, no domingo passado, numa reportagem divulgada pelo canal peruano "Pan-Americana", continuar as ações armadas se o Governo não negociasse uma solução política para o conflito interno, incluindo uma anistia. Ela acrescentou que "Mansho", detido na segunda-feira, participou com "Artemio" de diversos assassinatos, entre outros supostos crimes. A PNP detectou nesta quarta, na localidade de Aucayacu, mais de 550 quilômetros a nordeste de Lima, o acampamento militar senderista, de onde Artemio transmitiu sua ameaça. Mas não encontrou nenhum membro do grupo rebelde. Segundo Mazzetti, o acampamento foi montado "para a filmagem". Depois, Artemio e seus homens fugiram para outras áreas da floresta central. Especialistas em inteligência ainda verificam se a pessoa que apareceu diante das câmeras com o rosto coberto por um capuz era realmente "Artemio". O ministro da Defesa, Allan Wagner, disse à rádio "CPN" que a ameaça é só uma "bravata" e que os remanescentes do Sendero não representam uma "ameaça real" ao Estado. "Artemio" pertence à "linha dura" do Sendero Luminoso, contrária à proposta de acordo de paz proposta em 1993 por Abimael Guzmán, o líder e fundador do grupo armado. Ele dirige de 200 a 300 pessoas que atacam habitantes de áreas remotas da floresta central e que se dedicam de modo majoritário ao cultivo da folha de coca. O governo peruano anunciou este mês que pretende erradicar em cinco anos os remanescentes terroristas, com o aumento da presença do Estado e o desenvolvimento dos vales cocaleiros.

Agencia Estado,

29 Novembro 2006 | 07h56

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