Peru cogita reconhecer eleições em Honduras

O presidente do Peru, Alan García, disse hoje que o seu país poderá reconhecer os resultados das eleições presidenciais de 29 de novembro em Honduras. García disse que irá aguardar para ver se as eleições serão limpas ou marcadas por fraudes. "Houve golpe de Estado e a única maneira de sair disso é com eleições", disse o presidente peruano, dizendo que seu país adotou uma abordagem "pragmática".

AE-AP, Agencia Estado

25 Novembro 2009 | 19h33

O México se absteve de comentar a situação em Honduras, enquanto os Estados unidos reforçaram o apoio às eleições. "A posição dos EUA não mudou. Estamos ajudando os hondurenhos para assegurar que as eleições sejam livres, justas e transparentes", disse o porta-voz do departamento de Estado, Ian Kelly. Ele não disse se os EUA apoiarão o resultado do sufrágio.

A posição dos EUA recebeu hoje mais críticas. "No final, o golpe venceu", disse Heather Beckman, analista de assuntos latino-americanos no think tank Eurásia Group, em Nova York (EUA). "Foi algo ruim e não deveria ter acontecido, mas no final não existia mesmo mais nada que alguém pudesse fazer".

Embora grande parte dos hondurenhos diga que irá votar para acabar com o impasse político, uma parte da população diz que votar seria legitimar o golpe. O presidente José Manuel Zelaya foi derrubado num golpe de Estado em 28 de junho e está abrigado desde setembro na Embaixada do Brasil.

Candidatos

Os dois principais candidatos - Porfírio Lobo, do Partido Nacional, e Elvin Santos, do Partido Liberal - lutaram contra a campanha de Zelaya para mudar a Constituição.

Lobo, que perdeu as eleições de 2005 para Zelaya, se beneficia das divisões entre os liberais após a queda de Zelaya. Empresário rico, Lobo fez uma campanha de conservador linha-dura em 2005, quando defendeu a pena de morte em Honduras como maneira de combater as gangues. Desta vez, ele suavizou o tom, dizendo num discurso recente: "Nós queremos investimentos estrangeiros e turistas, vamos caminhar em paz".

Os EUA reforçaram que enviarão observadores para acompanhar as eleições e garantir que o processo seja "livre e justo", disse o secretário assistente de Estado para o Hemisfério Ocidental, Arturo Valenzuela. "Esse é um processo eleitoral que está no calendário eleitoral normal, sob a Constituição de Honduras, e já estava em curso durante meses antes do golpe", disse Valenzuela. Com informações da Dow Jones.

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