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Peru dá asilo e se converte em meca dos opositores do bolivarianismo

O Peru está se tornando a meca dos opositores dos regimes bolivarianos. Em agosto, o país deu asilo ao ex-governador do Estado venezuelano de Arágua Didalco Bolívar e ao líder estudantil Nixon Moreno. Também já estão asilados em seu território o ex-governador de Zulia Manuel Rosales, candidato derrotado por Hugo Chávez nas eleições de 2007, e três ex-ministros bolivianos.

Ruth Costas, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2009 | 00h00

Confira o especial com a trajetória do presidente venezuelano Hugo Chávez

Ao menos um desses dissidentes sondou países da América Central e da Europa antes de apelar ao Peru, segundo apurou o Estado. O governo do peruano Alan García foi o único disposto a comprar a briga com a Venezuela e a Bolívia.

Três fatores contribuíram para essa decisão, dizem analistas. Primeiro, a tradição do Peru de respeito à figura do asilo - que se traduz não só na análise generosa dos pedidos, mas na retribuição a outros países. "García e (o fundador de seu partido, Victor Raúl) Haya  de La Torre asilaram-se na Colômbia no passado", lembra David Sulmont, da Pontifícia Universidade Católica do Peru.

Depois, há uma aliança histórica entre o Partido Aprista, de García, e a venezuelana Ação Democrática (AD), hoje decadente, mas que abriga boa parte dos opositores de Chávez - entre eles, Rosales.

A terceira motivação para abrigar aos que se dizem perseguidos pelos bolivarianos está na política interna. Segundo Carlos Iván Degregori, do Instituto de Estudos Peruanos, García vê na polarização com Chávez chance de obter crédito político e ofuscar problemas internos. As declarações contra Chávez são cada vez mais agressivas e a troca de acusações com a Bolívia ganhou intensidade.

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