Ernesto Arias / EFE
Ernesto Arias / EFE

Peru detém membros do grupo Sendero Luminoso

Autoridades atribuem a um dos capturados o assassinato de três pessoas e participação em ações armadas

O Estado de S. Paulo

10 de agosto de 2015 | 19h23

LIMA - A polícia e as Forças Armadas do Peru capturaram dois homens suspeitos de serem “membros importantes” da organização terrorista Sendero Luminoso na selva montanhosa do sul do país, anunciou no domingo o ministro da Defesa, Jakke Valakivi.

Um dos supostos senderistas foi identificado como Alexander Alarcón Soto, apelidado de “Camarada Renan”. Ele foi capturado na Província do Convención, pertencente à região de Cuzco, e incluída no vale dos rios Apurímac, Jan e Mantaro. 

Autoridades peruanas atribuem ao “Camarada Renan” o assassinato de três pessoas, entre elas um policial, e a participação em ações armadas nas quais cinco policiais e seis militares morreram. 

O outro capturado é Dionisio Ramos, conhecido como “Camarada Yuri”.

O chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, Jorge Moscoso, destacou que o “Camarada Renan” é um “comando de média importância” no grupo, e acredita que terá mais detalhes de suas funções dentro da organização quando a investigação da polícia e da Promotoria avançar.

É atribuída ao Sendero Luminoso a maioria das mais de 69 mil mortes provocadas pelo conflito interno entre o Peru e o grupo desde 1980 até 2000, segundo o relatório final da Comissão da Verdade e a Reconciliação (CVR).

Os comandantes da organização terrorista submetem seus reféns à servidão nos chamados “centros de produção”, fazendas onde as mulheres são forçadas a abastecê-los de alimentos e os adolescentes, concebidos por meio de estupros, logo são integrados à atividade militar.

Desde 2011, a polícia e as Forças Armadas do Peru recuperaram 144 pessoas, entre elas 59 crianças, do domínio do Sendero Luminoso em várias operações especiais.

Mesmo com a maioria de seus líderes presos, o governo peruano admite que a guerrilha não está exterminada na região, e ela ainda conta com 350 membros, dos quais 80 armados. / EFE e AFP

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