Peru diz que não deixará Corte de Direitos Humanos

O Governo do Peru negou neste sábado sua intenção de deixar a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) na Costa Rica, segundo assinalou o presidente peruano Alan García."Me parece absolutamente injusto e errado dizer que o Governo considera isso, em nenhum momento pensamos em deixar a Corte Interamericana, o que fazemos é questionar as decisões equivocadas da Corte", disse o governante social-democrata.García ressaltou que como Estado se opõem às sentenças da CIDH que "vêm com uma conseqüência econômica que todos os peruanos terão que pagar" e que, portanto, "é preciso se defender".Em novembro do ano passado, a Corte condenou o Estado peruano por ter violado "os direitos à vida e à integridade" de 41 internos do presídio Miguel Castro Castro durante o Governo de Alberto Fujimori (1990-2000), e ordenou o pagamento de indenizações para os familiares, que passam de US$ 20 de milhões.García disse neste sábado que qualquer proposta que solicite a retirada da CIDH deverá ser avaliada no Conselho de ministros e finalmente ser aprovada pelo presidente peruano.A oposição de García à decisão da CIDH, que qualifica os fatos de maio de 1992 como um massacre extrajudicial de 41 supostos membros do grupo terrorista Sendero Luminoso, foi considerada por analistas políticos como uma tácita aliança com o ex-presidente Alberto Fujimori, antigo inimigo do social-democrata.Esta aliança política é baseada no apoio ao Governo de García dos treze membros no Congresso do partido que Fujimori comanda do Chile.

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