CRIS BOURONCLE / AFP
CRIS BOURONCLE / AFP

Peru e Colômbia unificam dados de venezuelanos

As autoridades buscam evitar que os imigrantes recebam os mesmos benefícios em ambos os países

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2018 | 20h25

BOGOTÁ - Colômbia e Peru anunciaram nesta terça-feira, 28, que compartilharão informações das centenas de milhares de venezuelanos que estão atendendo como um primeiro passo para uma política migratória regional para enfrentar com o fluxo migratório provocado pela crise na Venezuela.

Com este centro de dados em comum as autoridades buscam evitar que os imigrantes recebam os mesmos benefícios em ambos os países, “tirando de outros venezuelanos a possibilidade de receber ajuda”, disse Christian Krüger, diretor de Imigração da Colômbia.

Bogotá e Lima assumiram o compromisso após uma primeira reunião de países que estão enfrentando o êxodo de venezuelanos, na qual também participaram representantes de Brasil e EUA. O Equador rejeitou participar do encontro.

Os dois governos identificaram um grande número de imigrantes que estão recebendo autorizações temporárias de estadia em ambos os países.

Segundo Krüger, esta primeira medida ajudará a garantir uma “imigração ordenada e segura”. Ele criticou o governo de Nicolás Maduro por rejeitar em reconhecer que o êxodo está sendo provocado por suas medidas de “expulsão” em meio à hiperinflação e a escassez de alimentos e remédios no país.

Segundo a ONU, 1,6 milhão de venezuelanos foram para outros países da região desde 2015. A Colômbia deu permanência temporária a 820 mil venezuelanos, enquanto o Peru recebeu mais de 400 mil.

O governo da Venezuela enviou na segunda-feira ao Peru um avião da Conviasa que levou de volta ao país cerca de 100 imigrantes venezuelanos, entre eles 22 crianças. Alguns alegaram dificuldades no Peru ou mesmo xenofobia em sua decisão de voltar. Mas, para Oscar Pérez, que lidera uma associação de imigrantes em Lima, o objetivo de Maduro foi desacreditar a diáspora venezuelana no Peru. / AFP 

 

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