Peru: Fujimori dribla a lei para usar redes sociais

A proibição prevista na lei do Peru que impede condenados pela Justiça de dar entrevistas ou declarações públicas durante o cumprimento de suas penas de prisão não cala o ex-presidente Alberto Fujimori, sentenciado a 25 anos de cadeia por crimes contra a humanidade e corrupção. Graças a uma brecha na legislação, o peruano se tornou o líder político preso mais ativo na internet de que já se teve notícia.

AE, Agência Estado

11 de outubro de 2013 | 18h54

Três semanas depois de abrir uma conta no Twitter (@albertofujimori), o ex-presidente reunia mais de 10 mil seguidores - e cada vez mais internautas acompanhavam suas páginas no Facebook e no YouTube, onde Fujimori publicou vídeos com imagens da época em que era o homem forte do Peru.

Para o desgosto do Ministério da Justiça peruano, as mensagens contra os inimigos políticos do ex-presidente têm ganhado ampla cobertura da imprensa local.

Fujimori não tem permissão de possuir um computador ou um celular. Mas dribla a proibição de expressar-se publicamente ao transmitir as frases que compõe em sua cela pelo único telefone público da prisão onde cumpre pena aos seus colaboradores - que, por sua vez, postam as citações na internet e administram as páginas de seu líder.

O ativismo de Fujimori faz com que advogados do governo se apressem para atualizar as leis carcerárias do país, que datam de 1991. Fonte: Associated Press.

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