Peru impõe lei de exceção após protestos com mortes

Manifestantes são contra instalação de mina em Cajamarca; 3 morreram em confronto que deixou 21 feridos e 15 detidos

LIMA, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2012 | 03h03

Depois da morte de três pessoas durante um confronto entre manifestantes que protestam contra a instalação de uma mina e a polícia, ocorrido na terça-feira no Peru, o governo do país decretou ontem estado de emergência em três províncias do Departamento de Cajamarca. O decreto autoriza as Forças Armadas a "restabelecer a ordem", suprime garantias constitucionais e restringe o direito a reunião e ao livre trânsito na região em que vigora.

A lei de exceção deverá durar 30 dias em Celedín, Hualgayoc e Cajamarca.

Os manifestantes protestam contra o projeto Minas Conga, da empresa americana Newmont e avaliado em cerca de US$ 5 bilhões - cuja autorização para a retirada de ouro e cobre foi emitida na semana passada. Os moradores temem que fontes de água sejam prejudicadas e completaram ontem 36 dias de greve.

Marco Arana, fundador do Movimento Terra e Liberdade, foi detido ontem em Cajamarca e denunciou, pelo Twitter, que sofreu agressões. O confronto da terça-feira começou quando os manifestantes atacaram instalações da municipalidade de Celedín - 21 pessoas ficaram feridas e 15 foram detidas.

Ataque. Um militar peruano foi morto ontem em uma ação atribuída a remanescentes do Sendero Luminoso, no Departamento de Ayacucho. / REUTERS e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.