Peru: Médicos aderem a protestos e entram em greve

Os médicos do Peru deram continuidade aos fortes protestos contra o governo vistos no país em julho e iniciaram uma greve de dois dias na noite de quarta-feira, exigindo melhores condições de trabalho e salários mais altos. A greve é a medida mais recente de uma série de disputas entre os trabalhadores do setor de saúde e a administração do presidente do país, Ollanta Humala, que tem visto sua popularidade cair nos últimos meses.

AE, Agência Estado

08 de agosto de 2013 | 17h40

Os médicos do Ministério da Saúde do Peru já estavam em greve há 24 dias como parte de uma paralisação sem prazo definido. Agora, os médicos do sistema de saúde EsSalud, que atende principalmente trabalhadores, juntaram-se à paralisação para pressionar o governo. As enfermeiras também entraram em greve, exigindo maiores salários.

Um grande número de médicos e enfermeiras tomaram as ruas de Lima nesta quarta-feira para protestar e há relatos de que alguns médicos de hospitais públicos em diversas partes do país pararam de atender pacientes.

O presidente da Federação Médica Peruana, Cesar Palomino, disse nesta quinta-feira, em entrevista, que o governo não está negociando de boa fé e quer deixar o setor privado gerir os serviços de saúde do país. "Eles têm a visão de que o setor privado deve gerir tudo", disse Palomino, acrescentando que o governo não cumpriu promessas anteriores de aumento de salários.

Cerca de 13.500 médicos são funcionários do Ministério da Saúde, incluindo os que trabalham em prisões e no Exército. Outros 8.500 trabalham para o EsSalud.

O primeiro-ministro peruano, Juan Jimenez, disse ontem, após uma reunião de gabinete, que o governo vai iniciar uma reforma geral no sistema nacional de saúde e pediu aos médicos em greve que mostrem "sensibilidade e responsabilidade". Segundo ele, a reforma vai incluir aumentos de salários que custarão ao governo cerca de US$ 214 milhões.

"Vamos todos fazer um esforço razoável e justo para encerrar essa greve e pedimos aos médicos que entendam isso", disse Jimenez. Fonte: Dow Jones Newswires.

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