Peru pede extradição de assessor de Morales por terrorismo

O advogado do Estado peruano para casos de terrorismo pediu na quarta-feira a extradição de um assessor do presidente boliviano, Evo Morales. A acusação é de que o assessor supostamente teria pertencido a um grupo guerrilheiro.O jornalista peruano Walter Chávez, que trabalha como assessor de comunicação de Morales, foi denunciado há alguns dias por um canal de televisão local como membro do Movimento de Revolución Túpac Amaru (MRTA) e por ter sido preso em 1990 por realizar trabalhos de extorsão a empresários. O procurador peruano Guillermo Cabala disse que existe um inquérito aberto desde 1990 onde o jornalista é apontado como "agente de extorsão do MRTA". "Este inquérito está aberto desde 1990, mas estava paralisado porque Chávez estava como ausente", disse Cabala. "O promotor pediu uma pena de 25 anos de prisão." Chávez, que está refugiado na Bolívia desde 1992, foi um dos condutores da campanha presidencial de Morales em 2005 e sua presença no governo, embora seja pública, é o mais recente motivo de disputas entre governistas e oposicionistas em La Paz. O funcionário, que trabalha em La Paz, rejeitou todas as acusações."Não aceito esse indiciamento, não fui receber dinheiro, nem como membro do MRTA, nem nada (...) Em nenhum momento pode-se encontrar uma ligação minha com algum militante ou membro do MRTA, nunca. Não estou em nenhum outro processo", disse Chávez na Bolívia em entrevista à rádio RPP.

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