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Peru prende 24 suspeitos de envolvimento com o Sendero Luminoso

Primo do presidente Ollanta Humala está entre os detidos em ação da polícia peruana

O Estado de S. Paulo,

10 de abril de 2014 | 12h24

O presidente do Peru, Ollanta Humala, anunciou que uma operação policial prendeu nesta, 24 pessoas acusadas de pertencer à guerrilha maoísta Sendero Luminoso. Os presos são acusados de terrorismo e narcotráfico.

Em entrevista à emissora "RPP Noticias" no Canadá, onde está em visita oficial, Humala afirmou que foram presos os principais dirigentes do Movimento por Anistia e Direitos Fundamentais (Movadef), um grupo que defende as ações do Sendero Luminoso e tentou várias vezes ingressar na política ativa.

Humala confirmou que entre os principais detidos estão os advogados Alfredo Crespo, defensor do fundador do Sendero Luminoso, Abimael Guzmán, e Manuel Fajardo, também defensor de Guzmán e fundador do Movadef.

A imprensa local também informou que entre os detidos está o músico Walter Humala, um conhecido intérprete de música andina que é primo do presidente.

O chefe de Estado disse que ainda não podia dar detalhes sobre essa informação, mas ressaltou que "evidentemente no Peru ninguém tem coroa". "Se há pessoas que têm relação com estes crimes, seja qual for seu sobrenome, serão capturados", afirmou. Humala acrescentou que 300 policiais e militares participaram da operação, além de 47 promotores, procuradores e advogados do Ministério do Interior.

"A operação é produto de um trabalho de mais de dois anos nos quais a Polícia Nacional do Peru realizou uma investigação que permitiu reunir indícios e evidências da suposta responsabilidade de diversos membros do Movadef nos crimes antes mencionados", afirmou. / EFE

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