STR / AFP
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Peru pretende comprar hospital pré-fabricado erguido em 10 dias na China

Estrutura tem 1 mil leitos e será destinada para atender pacientes infectados com o novo coronavírus; País tem 234 infectados e três mortes até o momento

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2020 | 04h18

LIMA - O Peru está cogitando a compra do famoso hospital pré-fabricado com 1 mil leitos que foi construído em 10 dias em Wuhan, na China, para enfrentar o crescimento exponencial dos casos do novo coronavírus. O País registrou até agora 234 infectados e três mortes, informou o governo na quinta-feira, 19.

"Temos contato permanente com a China, porque eles são os especialistas em covid-19 e falaram conosco. Você se lembra daquele hospital de mil leitos que foi construído em dez dias? Estamos vendo, através da embaixada, a possibilidade de adquiri-lo”, garantiu a ministra da Saúde, Elizabeth Hinostroza, citada pelo jornal El Comercio em edição eletrônica.

Elizabeth explicou que o governo peruano está avaliando em quais áreas do país a estrutura pode ser alocada, aproveitando o fato de ser um hospital que pode ser movido e transportado.

"Um é Cuzco, o outro pode ser Iquitos. Estamos avaliando onde poderíamos ter mais, mas não será em todas as regiões", disse a ministra. Cuzco foi a capital do império inca e é a meca do turismo no Peru por ser o passo obrigatório para visitar a mítica cidadela de pedra de Machu Picchu. Por sua vez, Iquitos é a principal cidade da Amazônia peruana e, ao mesmo tempo, uma cidade marcada por bolsões de pobreza e falta de saúde.

O Peru anunciou na quarta-feira que a China, um dos principais parceiros comerciais do país andino, enviará médicos e suprimentos, mas é a primeira vez que uma possível compra do hospital é revelada. O Peru enfrenta um déficit de leitos na saúde pública e tem 400 de emergência para casos de covid-19.

No último domingo, as autoridades declararam estado de emergência nacional até 31 de março, colocaram em quarentena os 32 milhões de peruanos em suas casas por duas semanas e levaram as forças armadas às ruas para assumir o controle.

Além disso, decretou um toque de recolher noturno, que ocorre na terça-feira entre as 20h e as 5h da manhã, para reforçar a medida de "isolamento social obrigatório" da população./ AFP

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