Peru reduz salários do presidente e de ministros

Com a popularidade em queda, o presidente Alejandro Toledo decidiu reduzir a remuneração dos altos funcionários, começando pelo seu salário, que baixou de US$ 18.000 para US$ 12.000 mensais. O chefe de gabinete ganhará agora US$ 11.000 em lugar de US$ 14.000 e os ministros, US$ 9.000 - US$ 1.000 a menos do que antes. Em resposta às críticas provocadas pelo fato de que ganhava muito, Toledo concordou em reestruturar a escala de remunerações na administração pública, "atendendo à necessidade de austeridade no país". "Começamos pelos altos dirigentes do Estado", anunciou o chefe de gabinete, Roberto Dañino, acrescentando que o excedente de US$ 6.000 mensais que Toledo recebeu nos últimos três meses será a "semente" para a criação de um fundo independente, denominado "Vamos Estudar", que permitirá aos mais pobres acesso à educação. Em seguida, afirmou Dañino, será formulada uma proposta integral sobre as remunerações na administração pública. As mais duras críticas aos honorários de Toledo - num país em que um professor ganha o equivalente a US$ 170 mensais e a metade dos 26 milhões de habitantes vive em estado de pobreza - partiram da dirigente do partido opositor Unidade Nacional, Lourdes Flores. Para ela, a remuneração do presidente era "um insulto" para os peruanos mais pobres.

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