Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Cesar Von Bancels/AFP
Cesar Von Bancels/AFP

Peru revisa mortes por covid-19 no país de 69 mil para 180 mil

Cifra foi atualizada pelo governo após recomendação do grupo técnico formado por especialistas peruanos e organizações internacionais

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de maio de 2021 | 15h49
Atualizado 31 de maio de 2021 | 17h04

LIMA - Em uma revisão que mostra a gravidade do surto no país andino, o Peru aumentou o número oficial de mortos pela pandemia de coronavírus nesta segunda-feira, 31, de 69 mil para 180 mil por recomendação de um grupo técnico, anunciou a número dois do governo, Violeta Bermúdez, presidente do Conselho de Ministros. 

O Peru tem sido um dos países mais afetados da América Latina pela pandemia, que superlotou seus hospitais e superou a disponibilidade de tanques de oxigênio. Especialistas há muito alertavam que o verdadeiro número de mortos estava sendo subestimado nas estatísticas oficiais.

Os números atualizados estão de acordo com os chamados números de mortes em excesso, que os pesquisadores usaram no 

Peru e outros países para medir um possível cálculo subestimado. O excesso de mortes mede o número total de óbitos em um período de tempo e o compara com o mesmo período pré-pandemia.

O grupo propôs modificar os critérios de registro de óbitos por pandemia após determinar que a metodologia atual tem duas limitações que geram um subregistro no número de óbitos por covid-19.

A partir de agora, o balanço registrará como casos de morte por covid-19 aqueles que atenderem a sete critérios técnicos estabelecidos, incluindo infecções confirmadas, mas também um caso provável que apresenta vínculo epidemiológico com caso confirmado.

Também será considerado óbito por pandemia caso suspeito de covid-19 que apresente quadro clínico compatível com a doença, entre outros. "Graças ao trabalho desta equipe, teremos números mais exaustivos e números que serão muito úteis para monitorar a pandemia e tomar as medidas adequadas para a enfrentá-la", disse Bermúdez./AFP e Reuters 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.