Peru suspende privatização de energéticas

O governo peruano do presidente Alejandro Toledo decidiu, nesta quarta-feira, suspender as privatizações de duas empresas de energia elétrica, após um acordo com as autoridades de Arequipa, onde ocorreram os distúrbios - os mais graves dos 11 meses de seu governo.A venda das empresas energéticas à belga Tractebel transformou o departamento (estado) de Arequipa, no sul do país, no epicentro de violentos distúrbios desde a última sexta-feira, que deixaram um morto, dezenas de feridos e vultosos danos. O acordo contido na chamada "Declaração de Arequipa" foi acertado nesta quarta-feira à tarde (hora local) entre uma comissão governamental de alto nível e autoridades regionais e municipais de Arequipa, capital do departamento de mesmo nome.As partes concordaram em que o processo de venda das empresas seja definido pelo Poder Judiciário, perante o qual as autoridades de Arequipa apresentaram uma ação, pedindo que seja anulada a privatização, que havia sido consumada num leilão na sexta-feira, com uma oferta de US$ 167 milhões. O governo se comprometeu a suspender o estado de emergência em Arequipa a partir da próxima sexta-feira.

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